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domenica 22 dicembre 2024

Reconheça os perigos do consumismo compulsivo

 


Vivemos em uma era onde as redes sociais ditam tendências, criam padrões e, muitas vezes, definem o que significa “ter sucesso”. A ostentação tornou-se uma linguagem universal. Carros luxuosos, roupas de marca, viagens para destinos paradisíacos: tudo é exibido como um troféu, um símbolo de status que valida quem somos aos olhos do mundo.

Comprar coisas que não precisamos é um comportamento complexo, enraizado em fatores emocionais, sociais e culturais. Para compreender profundamente as razões por trás disso, precisamos explorar os mecanismos psicológicos e as influências externas que levam a essa prática. Duas motivações principais se destacam: a busca por uma felicidade ilusória e o desejo de aumentar a autoestima. Embora estejam conectadas, cada uma tem nuances próprias.

Buscar uma felicidade ilusória

Muitas vezes somos condicionados a associar a posse de bens materiais com a felicidade. Essa ideia é reforçada por estratégias de marketing que vendem não apenas produtos, mas também promessas de uma vida mais plena, confortável e desejável. Quando compramos algo, muitas vezes não estamos adquirindo o objeto em si, mas o sentimento que acreditamos que ele trará: alegria, contentamento ou satisfação.

No entanto, essa felicidade é efêmera. O conceito de "hedonia" (prazer momentâneo) ajuda a explicar esse fenômeno. Após a compra, sentimos um pico de prazer devido à novidade ou à ideia de conquista. Porém, com o tempo, o entusiasmo se dissipa, deixando espaço para a insatisfação e o desejo por algo novo. Esse ciclo é chamado de adaptação hedônica, onde continuamente buscamos novas experiências para tentar manter o nível de felicidade, mas nunca o atingimos de forma duradoura. A busca pela felicidade através do consumo é, portanto, ilusória porque ignora o fato de que a satisfação emocional vem de fontes mais profundas e menos tangíveis, como relacionamentos significativos, propósito de vida e autorrealização.

Aumentar a autoestima

Outra razão central para compras desnecessárias é o desejo de elevar ou proteger a autoestima. Nossas decisões de consumo estão intimamente ligadas à nossa identidade: o que vestimos, usamos ou possuímos muitas vezes serve como uma extensão de quem acreditamos ser ou queremos aparentar ser.

Aqui, entram conceitos como:

Validação social: Adquirir produtos que são admirados ou desejados por outros pode fazer com que nos sintamos mais incluídos ou respeitados. Por exemplo, roupas de marca ou dispositivos tecnológicos de ponta são frequentemente vistos como símbolos de status.
Autopercepção: Compramos itens que reforçam a imagem que temos (ou queremos ter) de nós mesmos. Por exemplo, alguém que se vê como moderno e sofisticado pode investir em acessórios de design ou decoração minimalista.

Por trás dessas escolhas está uma tentativa de suprir inseguranças. Quando acreditamos que não somos suficientes por quem somos, tentamos compensar por meio de objetos que simbolizam sucesso, beleza ou exclusividade. Assim, o ato de comprar torna-se um mecanismo de defesa emocional, usado para esconder vulnerabilidades e projetar uma imagem idealizada ao mundo.

O elo entre felicidade ilusória e autoestima

As duas motivações não são mutuamente exclusivas. Na realidade, elas se entrelaçam. Buscamos produtos que acreditamos nos farão mais felizes porque, em muitos casos, acreditamos que seremos mais valorizados – por nós mesmos e pelos outros – ao possuí-los. Isso cria um ciclo onde o consumo é alimentado por uma combinação de:

Ansiedade sobre como somos percebidos.

Uma crença equivocada de que a felicidade pode ser comprada.
A necessidade de nos sentirmos no controle em um mundo caótico.
Essa dinâmica é exacerbada pela sociedade do consumo, que reforça a ideia de que “ser” está diretamente relacionado a “ter”.

Como romper esse elo?

Reconhecer gatilhos emocionais: Pergunte-se: "Estou comprando porque realmente preciso ou porque quero preencher um vazio emocional?" Identificar os gatilhos – tédio, tristeza, insegurança – é o primeiro passo para romper o padrão.

Redefinir felicidade e sucesso: Reflita sobre o que realmente traz alegria à sua vida. São experiências, pessoas ou momentos – e não objetos – que geralmente proporcionam uma felicidade mais duradoura.

Cultivar autoestima interna: Trabalhe para valorizar quem você é, independentemente do que possui. Terapia, práticas de autocuidado e gratidão são ferramentas eficazes nesse processo.
Adotar um consumo consciente: Avalie suas compras com critérios de necessidade e significado. Um bom exercício é esperar 24 horas antes de adquirir algo impulsivamente. No fim, compramos coisas que não precisamos porque somos seres humanos vulneráveis a influências externas e às nossas próprias emoções. Porém, ao compreender as raízes desse comportamento, podemos desenvolver uma relação mais saudável com o consumo e nos libertar da busca incessante por algo que o dinheiro, no fundo, não pode comprar: uma vida plena e autêntica.

Mas qual o custo real dessa necessidade de mostrar e consumir?

A ostentação incentiva um ciclo de consumismo descontrolado, alimentado pela comparação constante. Quando nos deparamos com influenciadores e amigos compartilhando suas conquistas materiais, surge a sensação de que precisamos acompanhar esse ritmo, mesmo que isso nos leve a decisões financeiras imprudentes. A compulsão por compras torna-se, então, uma válvula de escape para preencher um vazio interno, mascarar inseguranças ou buscar uma aprovação social ilusória.

O problema se agrava quando as condições financeiras não acompanham os desejos. Muitas vezes, adquirimos o que não podemos pagar, utilizando cartões de crédito ou empréstimos que geram uma bola de neve de dívidas. O prazer momentâneo da compra logo dá lugar à angústia de contas acumuladas, perpetuando um ciclo de insatisfação e ansiedade.

Esse comportamento reflete algo mais profundo: a falsa promessa de que consumir nos torna mais felizes ou completos. A ostentação prega que o valor de uma pessoa está ligado ao que ela possui, e não ao que ela é. No entanto, essa lógica é enganosa. Nenhum objeto material pode suprir necessidades emocionais ou substituir relações autênticas e experiências significativas.

Como sair desse ciclo?

Pratique o autoconhecimento: Questione os motivos por trás das suas compras. Você realmente precisa daquele item ou está buscando aceitação e validação?
Adote um consumo consciente: Antes de comprar, reflita sobre o impacto financeiro e ambiental. Pergunte-se se aquilo realmente agregará valor à sua vida.

Valorize o que você já tem: A gratidão pelo que possuímos é uma forma poderosa de combater o desejo incessante por mais.

Desconecte-se do comparativo social: Lembre-se de que o que vemos nas redes sociais nem sempre reflete a realidade. Muitas vezes, a ostentação é apenas uma fachada.
Reconhecer os perigos do consumismo desenfreado é o primeiro passo para uma relação mais saudável com o dinheiro e com nós mesmos. Afinal, não é o que possuímos que nos define, mas as escolhas que fazemos e o impacto que deixamos no mundo. Buscar felicidade na simplicidade e em valores que vão além do material é um ato revolucionário em tempos de ostentação.

A Felicidade não é apenas emoção – Cap. 18

A Mudança mais rápida da Consciência - Cap XXV








domenica 25 agosto 2024

Não Confunda Amor com Necessidade: A Diferença que Pode Transformar Seu Relacionamento

 



No mundo dos relacionamentos, pode ser fácil confundir amor com necessidade. Ambos os sentimentos podem ser intensos e envolventes, mas a sua natureza é profundamente diferente. O amor autêntico baseia-se na alegria mútua, na compreensão e no apoio mútuo, enquanto a carência se baseia na dependência emocional e na falta de confiança nas próprias capacidades.

Em algum momento da vida, todos nós já ouvimos frases como "não vivo sem você" ou "você é minha metade". Embora possam soar românticas, essas expressões podem esconder uma confusão perigosa entre o que é amor e o que é necessidade. Entender essa diferença é crucial para construir e manter relacionamentos saudáveis e duradouros.

Quando precisamos de alguém, queremos que ele seja feliz... mas queremos que ele seja feliz conosco e nos nossos termos. Dificilmente ficamos felizes com ele sendo feliz sozinho ou sem nós: queremos possuí-lo. Na verdade, a necessidade sempre impõe condições: “Eu te amo com a condição de que você...”, enquanto o amor autêntico é livre de condições: “Eu te amo porque você é você”. Naturalmente, o amor e a necessidade muitas vezes coexistem, mas ainda permanecem dois impulsos muito diferentes.

O Que é o Amor?
O amor verdadeiro é um sentimento profundo de afeto, respeito e admiração pelo outro. Ele é construído sobre a base da liberdade e da escolha. Amar alguém significa querer o bem dessa pessoa, independente de qualquer circunstância. É o desejo de compartilhar momentos, crescer juntos e apoiar-se mutuamente, mas sem perder a própria identidade.
No amor, há uma troca mútua de sentimentos e ações que enriquece a vida de ambos, sem que um precise se anular pelo outro. O amor saudável é aquele que nos faz sentir plenos, mas ainda assim, completos em nós mesmos.

O Que é a Necessidade?
Já a necessidade de alguém, por outro lado, está mais ligada à dependência emocional. Quando confundimos amor com necessidade, acabamos projetando no outro a responsabilidade de preencher nossos vazios internos. Isso cria uma relação de dependência, onde o medo de perder o outro supera o desejo genuíno de estar junto.
A confusão entre amor e necessidade também se manifesta na incapacidade de se sentir bem sozinho. Ao confundir amor com necessidade, você pode ter a tendência de buscar constantemente a presença do seu parceiro para se sentir completo e satisfeito. A ideia de passar um tempo sozinho pode se tornar assustadora e você pode sentir uma sensação de vazio ou carência quando estão separados. Já o amor saudável implica a capacidade de se sentir bem consigo mesmo e realizado mesmo quando está sozinho, sem depender totalmente do outro para a estabilidade emocional. É importante aprender a amar a si mesmo e ter uma vida equilibrada mesmo fora do relacionamento.

Essa necessidade pode se manifestar como ciúmes excessivo, insegurança, possessividade e até mesmo controle. Quando nos apegamos a alguém por necessidade, deixamos de viver uma relação saudável e passamos a exigir do outro o que, na verdade, só nós podemos nos dar: amor-próprio, segurança e completude.

Como Identificar se é Amor ou Necessidade?
Liberdade x Controle: No amor, há liberdade para ser quem você é. Na necessidade, há um desejo de controlar o outro para que ele se encaixe nas suas expectativas.

Autossuficiência: Se você consegue ser feliz sozinho e vê no relacionamento uma forma de compartilhar essa felicidade, isso é amor. Se sua felicidade depende exclusivamente da presença e aprovação do outro, pode ser necessidade.

Crescimento Pessoal: Um relacionamento baseado no amor estimula o crescimento pessoal de ambas as partes. Já uma relação de necessidade tende a estagnar ou até mesmo impedir o crescimento individual, pois há um medo constante de que o outro mude e se afaste.

Respeito pelas Diferenças: O amor acolhe as diferenças e as vê como parte do que torna o relacionamento único. A necessidade, por outro lado, busca uniformidade, tentando moldar o outro à sua própria imagem.

Por que é Importante Não Confundir?
Confundir amor com necessidade pode levar a relacionamentos tóxicos e insatisfatórios. Quando nos relacionamos por necessidade, acabamos nos sujeitando a situações que não nos fazem bem, simplesmente por medo da solidão ou da rejeição.
Além disso, essa confusão pode sobrecarregar o parceiro, que se sente pressionado a suprir todas as necessidades emocionais do outro. Com o tempo, essa dinâmica pode levar ao desgaste do relacionamento, gerando frustração, ressentimento e, muitas vezes, ao término da relação.

Amar verdadeiramente é uma escolha diária de estar ao lado de alguém, respeitando sua individualidade e crescendo juntos. É essencial aprender a distinguir o que vem do amor genuíno e o que surge da necessidade de preencher vazios emocionais.

Ao cultivar o amor-próprio e a autossuficiência, nos tornamos capazes de amar o outro de forma plena, sem apegos e expectativas irreais. Relacionamentos construídos sobre a base do amor são mais sólidos, saudáveis e duradouros. Portanto, antes de dizer "eu te amo", pergunte a si mesmo: estou amando por escolha ou por necessidade? A resposta pode transformar a forma como você se relaciona, com o outro e consigo mesmo.

A Luta pela Sobrevivência é necessaria, ou é uma falsa crença? Cap. XIII

O Ego é a ilusão da separação – Cap. 20


lunedì 3 maggio 2021

O Verdadeiro Prazer Encontra-se na Imaginação

 


Ter aquele senso de valor intrínseco que constitui o respeito próprio significa potencialmente ter tudo. Joan Didion

O homem deseja prazer ilimitado, sem nunca ser capaz de alcançá-lo.

E, portanto, todos os prazeres devem ser misturados ao desprazer, como sentimos, porque a alma ao obtê-los busca avidamente o que não pode encontrar, ou seja, uma infinidade de prazer, ou a satisfação de um desejo ilimitado”.

Segundo o poeta Giacomo Leopardi, a humanidade poderia estar mais perto da felicidade no mundo antigo e na Idade Média, quando a falta de conhecimento deixava rédea solta à imaginação. No mundo moderno, experimenta-se uma infelicidade maior, porque a conquista do conhecimento e da verdade leva a imaginação a desvanecer-se e a enfrentar a dura realidade.

A alma humana deseja sempre, e mira essencialmente, viver o prazer, ou seja, a felicidade, que é por si só o prazer. O simples prazer específico, é limitado na sua duração - pois nenhum prazer é eterno - e limitado na sua extensão - pois nenhum prazer é imensurável.

Já o desejo do Prazer é ilimitado, tanto na duração - porque vai em igual passo com a existência, terminando com a morte - como na extensão, porque é substancial em nós, não como desejo de um ou mais prazeres, mas como desejo do Prazer.

A natureza existencial das coisas, exige que tudo tenha limite, confins e seja circunscrito. Porém, o desejo do Prazer, traz consigo o ilimitado; cada prazer isolado é circunscrito, mas não o Desejo, cuja extensão é indeterminada e a alma abraça, substancialmente, toda extensão imaginável desse sentimento. Sendo assim, o desejo do prazer, vai de encontro às leis da natureza, e sempre que se infringe uma lei, consequentemente se sofre penalidades.

A consequência a essa infração, é a sensação de insatisfação, depois da obtenção. Seria o caso de desejarmos algo, ardentemente, e, enquanto nutrimos esse desejo, a coisa é para nós preciosa. No momento em que você deseja uma Ferrari, por exemplo, esse sentimento se manifesta como o desejo de obter a Ferrari e, concomitantemente, o desejo a um prazer. Mas a realidade (não percebida) é que você deseja que esse prazer seja aquele ilimitado. No momento em que você obtém a Ferrari, você está diante de um prazer circunscrito e, passada a euforia, sente de novo um vazio na alma, porque aquele desejo (ao Prazer ilimitado) não foi efetivamente concretizado.

A expectativa é sempre melhor que a obtenção.

Quando a alma deseja algo prazeroso, deseja a satisfação de um desejo infinito, deseja o Prazer e não esse ou aquele prazer. Não obtendo, gera a sensação do incompleto.

Felizmente, existe no homem a faculdade imaginativa, a qual dá a possibilidade de se conceber o real que não existe, como também dar uma existência ao irreal. Essa faculdade imaginativa atua, também, no campo do prazer. Logo, o prazer infinito que não se pode encontrar na realidade, permanece na imaginação, da qual se deriva a esperança.

O desejo não é uma procura por parte do ser humano, não é exatamente a resposta a uma iniciativa do indivíduo, assim como, ter necessidade de comer e beber, não é uma escolha nossa, mas é doado pela natureza.

As necessidades do homem, se manifestam através do desejo, abrangendo, desde a própria conservação e segurança, auto estima, desejo do saber, necessidade de amar e ser amado, até ao conhecimento do transcendental; mas, nem sempre, um desejo corresponde essencialmente a uma necessidade

Grande magistério da natureza!

Sabendo que o homem é capaz de banalizar qualquer coisa, a natureza preferiu não doar a abrangência, a plenitude do prazer, visto que serve pra a própria conservação, necessária à subsistência. Forneceu, porém, como sublimação, ilusões e uma imensa variedade de prazeres, assim, quando se cansar de buscar um, pode-se correr atrás de outros, indefinidamente, dando-lhe a sensação da obtenção do prazer infinito.

O desejo é vivido, partindo do estado da necessidade essencial em direção à satisfação, que nem sempre é percebida com clareza.

Quando o desejo se abre à ‘procura de algo’, o objetivo da alma é encontrar esse ‘algo’. A meta final é vista como um valor, um bem em si mesmo, porque responde à nossa necessidade de prazer. Aqui, então, pode entrar o risco de confundir desejos com necessidades.

«O prazer infinito que não se encontra na realidade, encontra-se assim na imaginação, da qual derivam a esperança, as ilusões... Não é por acaso que a esperança é sempre maior do que o bem e que a felicidade humana não pode consistir senão na imaginação e ilusões ». Leopardi

A pessoa com a auto- estima baixa, é perita nessa confusão. Inconscientemente, acha que não é merecedora de tal (ou tais) prazer e, automaticamente, transforma o prazer em necessidade objetiva, colocando a necessidade em oposição ao desejo.

A baixa auto-estima faz crer que o ‘desejar’ é egoismo, algo não necessário. Dessa forma, quando os desejos afloram, são reprimidos pra eliminar o sentimento de culpa ou são automaticamente convertidos em ‘necessidades’ pra serem legítimos.

Procurar melhorar a auto-estima é importante, não só pra amplificar a extensão do prazer mas para aprender a se valorizar de forma equilibrada.

Aumentando o nivel da auto-estima, se consegue diminuir - ou eliminar totalmente - o nivel da auto-sabotagem dos nossos merecidos desejos.

Cada pessoa é totalmente responsável pelo seu próprio universo!. Cap. X


venerdì 28 dicembre 2018

Todo prazer é limitado, mas o desejo (ao prazer) é eterno!





A alma humana deseja sempre, e mira essencialmente, viver o prazer, ou seja, a felicidade, que é por si só o prazer. O simples prazer específico, é limitado na sua duração - pois nenhum prazer é eterno - e limitado na sua extensão - pois nenhum prazer é imensurável.

Já o desejo do Prazer é ilimitado, tanto na duração - porque vai em igual passo com a existência, terminando com a morte - como na extensão, porque é substancial em nós, não como desejo de um ou mais prazeres, mas como desejo do Prazer.

A natureza existencial das coisas, exige que tudo tenha limite, confins e seja circunscrito. Porém, o desejo do Prazer, traz consigo o ilimitado; cada prazer isolado é circunscrito, mas não o Desejo, cuja extensão é indeterminada e a alma abraça, substancialmente, toda extensão imaginável desse sentimento. Sendo assim, o desejo do prazer, vai de encontro às leis da natureza, e sempre que se infringe uma lei, consequentemente se sofre penalidades.

A consequência a essa infração, é a sensação de insatisfação, depois da obtenção. Seria o caso de desejarmos algo, ardentemente, e, enquanto nutrimos esse desejo, a coisa é para nós preciosa. No momento em que você deseja uma Ferrari, por exemplo, esse sentimento se manifesta como o desejo de obter a Ferrari e, concomitantemente, o desejo a um prazer. Mas a realidade (não percebida) é que você deseja que esse prazer seja aquele ilimitado. No momento em que você obtém a Ferrari, você está diante de um prazer circunscrito e, passada a euforia, sente de novo um vazio na alma, porque aquele desejo (ao Prazer ilimitado) não foi efetivamente concretizado.

A expectativa é sempre melhor que a obtenção.

Quando a alma deseja algo prazeroso, deseja a satisfação de um desejo infinito, deseja o Prazer e não esse ou aquele prazer. Não obtendo, gera a sensação do incompleto.
Felizmente, existe no homem a faculdade imaginativa, a qual dá a possibilidade de se conceber o real que não existe, como também dar uma existência ao irreal. Essa faculdade imaginativa atua, também, no campo do prazer. Logo, o prazer infinito que não se pode encontrar na realidade, permanece na imaginação, da qual se deriva a esperança.

O desejo não é uma procura por parte do ser humano, não é exatamente a resposta a uma iniciativa do indivíduo, assim como, ter necessidade de comer e beber, não é uma escolha nossa, mas é doado pela natureza.

As necessidades do homem, se manifestam através do desejo, abrangendo, desde a própria conservação e segurança, auto estima, desejo do saber, necessidade de amar e ser amado, até ao conhecimento do transcendental; mas, nem sempre, um desejo corresponde essencialmente a uma necessidade

Grande magistério da natureza!
Sabendo que o homem é capaz de banalizar qualquer coisa, preferiu não doar a abrangência, a plenitude do prazer, visto que serve pra a própria conservação, necessária à subsistência. Forneceu, porém, como sublimação, ilusões e uma imensa variedade de prazeres, assim, quando se cansar de buscar um, pode-se correr atrás de outros, indefinidamente, dando-lhe a sensação da obtenção do prazer infinito.

O desejo é vivido, partindo do estado da necessidade essencial em direção à satisfação, que nem sempre é percebida com clareza.
Quando o desejo se abre à ‘procura de algo’, o objetivo da alma é encontrar esse ‘algo’. A meta final é vista como um valor, um bem em si mesmo, porque responde à nossa necessidade de prazer. Aqui, então, pode entrar o risco de confundir desejos com necessidades.

A pessoa com a auto- estima baixa, é perita nessa confusão. Inconscientemente, acha que não é merecedora de tal (ou tais) prazer e, automaticamente, transforma o prazer em necessidade objetiva, colocando a necessidade em oposição ao desejo. A baixa auto-estima faz crer que o ‘desejar’ é egoismo, algo não necessário. Dessa forma, quando os desejos afloram, são reprimidos pra eliminar o sentimento de culpa ou são automaticamente convertidos em ‘necessidades’ pra serem legítimos.
Procurar melhorar a auto-estima é importante, não só pra amplificar a extensão do prazer mas para aprender a se valorizar de forma equilibrada.
Aumentando o nivel da auto-estima, se consegue diminuir - ou eliminar totalmente - o nivel da auto-sabotagem dos nossos merecidos desejos.


domenica 23 novembre 2014

Auto-Estima – O importante é não ser prisioneiro das convenções impostas

As crenças que temos sobre nós mesmos, aquelas qualidades, habilidades, formas de sentir ou pensar que nos atribuímos, confirma a nossa "imagem pessoal" ou "auto-imagem". A auto-estima  é a valorização que fazemos de nós mesmos com base nas sensações e experiências que foram sendo incorporadas ao longo da vida. Nos sentimos inteligentes ou estúpidos, capazes ou incapazes, nos amamos ou não. Esta auto-avaliação é muito importante, uma vez que depende em grande parte da realizaçao do nosso potencial pessoal o nosso lugar ao sol na vida. Assim, as pessoas que se sentem bem consigo mesmas, que têm boa auto-estima, são capazes de enfrentar e resolver os desafios e responsabilidades que a vida apresenta. Por outro lado, aqueles com baixa auto-estima, geralmente tende a auto-limitar-se e muitas vezes fracassam.

Muitos estudos já demonstraram quanto é negativo e longe da realidade, as imagens que temos do nosso proprio corpo, e que não existe quase nenhuma ligação entre uma efetiva beleza física de uma pessoa (aquela valorizada pelos outros) e o seu sentimento de estima: (ex. dizem que vc é bonita, logo sua auto estima começa a aumentar, nada a ver). Há porém, uma forte ligação entre a imagem que temos do nosso corpo e a nossa auto estima.

"Dificilmente conseguiremos amar a nós mesmos se não soubermos apreciar o nosso corpo ou, pelo menos, parte dele". Se vc se ama é bem mais facil se sentir satisfeita com o próprio aspecto físico e daí poder convencer, também, aos outros.

Como dizem os franceses, " ser uma jolie-laid quer dizer ser uma mulher, não necessariamente bela no sentido convencional, mas saber se transformar em tal, pelo modo e elegância em que se apresenta, impondo assim essa condição. Muitas vezes, a idade ou mesmo uma doença, um esgotamento etc, qualquer fator que possa sacudir alguma pilastra da nossa identidade, do nosso ego, pode haver uma repercussão sobre a imagem do nosso corpo. Até um acontecimento mínimo, como alguém que faz uma observação sobre o nosso aspecto abatido, pode modificar a nossa imagem física por algum tempo, se não tivermos uma auto estima solidificada. Se possuimos um sentimento fundamentalmente positivo do nosso físico e de nós mesmos, não reagiremos de modo dramático, não damos um sentido devastador do nosso inteiro ser, só por causa da idade que avança ou de uma observaçao feita em um momento errado. 

Qdo temos uma imagem muito pobre do nosso inteiro ser, qualquer impacto externo faz sobressair a nossa fraqueza interior e ampliar as imperfeições, não só do físico, mas de nós mesmos. Qualquer elogio que nos façam, automaticamente interpretamos como excesso de gentileza ou como hipocrisia.

Uma cirurgia plástica, pra melhorar o aspecto, nem sempre resolverá o problema, se antes não for feita uma “plastica” no nosso modo de aceitação. Não é errado fazê-la mas, a verdade é que a plástica em si mesma, não alcançará a sua imagem interiorizada, aquela criada pela sua mente, indexada e distorcida por força de uma auto depreciação. Se é assim, poderá, talvez, ajudar a obter a aprovação dos outros mas raramente contribuirá pra nos fazer ser apreciada e aceita pelo que realmente somos. Se tivermos desenvolvido uma imagem negativa de nós mesmos, nenhuma plástica resolverá o problema.

Creio que não devemos ter medo de sermos julgadas pelo nosso aspecto exterior mas sim pelas nossas idéias e sentimentos, pelo grande valor interior que possuimos capaz de modificar vidas, capaz de revigorar forças, de levantar do pó um alguém moribundo, e qual beleza é capaz de fazer isso? São esses os verdadeiros valores do ser humano. A velhice chega pra todos. E que chegue encontrando obras realizadas, e concretizações reais que não serão assim, se pararmos pra perder tempo precioso tentando regridir o curso normal da vida.

Nao devemos ser Prisioneiros das Convenções
Ninguém poderá parar o tempo, nem mesmo o bisturi. É ilusão passageira. É claro que, podendo melhorar o aspecto através de meios artificiais, é ótimo. Melhorar-se não é um ato censurável. O importante é não ser prisioneira das convenções impostas. O importante é se fazer uma introspecção e se perguntar qual o real motivo: por medo ou esperança? Por um desejo de auto afirmação ou pela necessidade de aprovação dos outros; pelo simples prazer de fazer ou por pressão externa?

Quem foi esse tipo que estabeleceu os pârametros que decidem o que é belo e o que não é, quais os ingredientes pra fazer de uma mulher (ou um homem) uma pessoa atraente? Não creio que seja somente um pedaço de pele flacida ou elástica, uma ruga a mais ou a menos que determina o padrão que nos faz fascinantes. Essa deriva em marcha ré, essa contínua tentativa de levar as pessoas aos padrões estéticos e aos lineamentos de um bebê... daqui a pouco vamos nos deparar com uma população de adultos engatinhando; o que não é exatamente o máximo.

É uma questão de aceitação total do seu ser completo. Basta fazer um raciocinio lógico, aceitar cada fase de nossas vidas como ela se apresenta, usufruindo dos resultados benefícos que cada uma nos trouxe.
Serà que nòs, mulheres modernas, conseguiremos essa façanha? Vale a pena tentar!


lunedì 1 settembre 2008

A Auto-Sabotagem dos Desejos



Todo prazer é limitado, mas o desejo (ao prazer) é eterno!

A alma humana deseja sempre, e mira essencialmente, viver o prazer, ou seja, a felicidade, que é por si só o prazer. O simples prazer específico, é limitado na sua duração - pois nenhum prazer é eterno - e limitado na sua extensão - pois nenhum prazer é imensurável. Já o desejo do Prazer é ilimitado, tanto na duração - porque vai em igual passo com a existência, terminando com a morte - como na extensão, porque é substancial em nós, não como desejo de um ou mais prazeres, mas como desejo do Prazer.
A natureza existencial das coisas, exige que tudo tenha limite, confins e seja circunscrito. Porém, o desejo do Prazer, traz consigo o ilimitado; cada prazer isolado é circunscrito, mas não o Desejo, cuja extensão é indeterminada e a alma abraça, substancialmente, toda extensão imaginável desse sentimento. Sendo assim, o desejo do prazer, vai de encontro às leis da natureza, e sempre que se infringe uma lei, consequentemente se sofre penalidades. A consequência a essa infração, é a sensação de insatisfação, depois da obtenção. Seria o caso de desejarmos algo, ardentemente, e, enquanto nutrimos esse desejo, a coisa é para nós preciosa. No momento em que você deseja uma Ferrari, por exemplo, esse sentimento se manifesta como o desejo de obter a Ferrari e, concomitantemente, o desejo a um prazer. Mas a realidade (não percebida) é que você deseja que esse prazer seja aquele ilimitado. No momento em que você obtém a Ferrari, você está diante de um prazer circunscrito e, passada a euforia, sente de novo um vazio na alma, porque aquele desejo (ao Prazer ilimitado) não foi efetivamente concretizado. A expectativa é sempre melhor que a obtenção.

Quando a alma deseja algo prazeroso, deseja a satisfação de um desejo infinito, deseja o Prazer e não esse ou aquele prazer. Não obtendo, gera a sensação do incompleto.
Felizmente, existe no homem a faculdade imaginativa, a qual dá a possibilidade de se conceber o real que não existe, como também dar uma existência ao irreal. Essa faculdade imaginativa atua, também, no campo do prazer. Logo, o prazer infinito que não se pode encontrar na realidade, permanece na imaginação, da qual se deriva a esperança.
O desejo não é uma procura por parte do ser humano, não é exatamente a resposta a uma iniciativa do indivíduo, assim como, ter necessidade de comer e beber, não é uma escolha nossa, mas é doado pela natureza. As necessidades do homem, se manifestam através do desejo, abrangendo, desde a própria conservação e segurança, auto estima, desejo do saber, necessidade de amar e ser amado, até ao conhecimento do transcendental; mas, nem sempre, um desejo corresponde essencialmente a uma necessidade
Grande magistério da natureza! Sabendo que o homem é capaz de banalizar qualquer coisa, preferiu não doar a abrangência, a plenitude do prazer, visto que serve pra a própria conservação, necessária à subsistência. Forneceu, porém, como sublimação, ilusões e uma imensa variedade de prazeres, assim, quando se cansar de buscar um, pode-se correr atrás de outros, indefinidamente, dando-lhe a sensação da obtenção do prazer infinito.
O desejo é vivido, partindo do estado da necessidade essencial em direção à satisfação, que nem sempre é percebida com clareza.
Quando o desejo se abre à ‘procura de algo’, o objetivo da alma é encontrar esse ‘algo’. A meta final é vista como um valor, um bem em si mesmo, porque responde à nossa necessidade de prazer. Aqui, então, pode entrar o risco de confundir desejos com necessidades. A pessoa com a auto- estima baixa, é perita nessa confusão. Inconscientemente, acha que não é merecedora de tal (ou tais) prazer e, automaticamente, transforma o prazer em necessidade objetiva, colocando a necessidade em oposição ao desejo. A baixa auto-estima faz crer que o ‘desejar’ é egoismo, algo não necessário. Dessa forma, quando os desejos afloram, são reprimidos pra eliminar o sentimento de culpa ou são automaticamente convertidos em ‘necessidades’ pra serem legítimos.
Procurar melhorar a auto-estima é importante, não só pra amplificar a extensão do prazer mas para aprender a se valorizar de forma equilibrada.
Aumentando o nivel da auto-estima, se consegue diminuir - ou eliminar totalmente - o nivel da auto-sabotagem dos nossos merecidos desejos.

mercoledì 6 agosto 2008

Auto-Estima – você se sente uma "jolie-laid"!



Muitos estudos já demonstraram quanto é negativo e longe da realidade, as imagens que temos do nosso proprio corpo, e que não existe quase nenhuma ligação entre uma efetiva beleza física de uma pessoa (aquela valorizada pelos outros) e o seu sentimento de estima: (ex. dizem que vc é bonita, logo sua auto estima começa a aumentar, nada a ver). Há porém, uma forte ligação entre a imagem que temos do nosso corpo e a nossa auto estima. "Dificilmente conseguiremos amar a nós mesmos se não soubermos apreciar o nosso corpo ou, pelo menos, parte dele". Se vc se ama é bem mais facil se sentir satisfeita com o próprio aspecto físico e daí poder convencer, também, aos outros.

Como dizem os franceses, " ser uma jolie-laid quer dizer ser uma mulher, não necessariamente bela no sentido convencional, mas saber se transformar em tal, pelo modo e elegância em que se apresenta, impondo assim essa condição. Muitas vezes, a idade ou mesmo uma doença, um esgotamento etc, qualquer fator que possa sacudir alguma pilastra da nossa identidade, do nosso ego, pode haver uma repercussão sobre a imagem do nosso corpo. Até um acontecimento mínimo, como alguém que faz uma observação sobre o nosso aspecto abatido, pode modificar a nossa imagem física por algum tempo, se não tivermos uma auto estima solidificada. Se possuimos um sentimento fundamentalmente positivo do nosso físico e de nós mesmos, não reagiremos de modo dramático, não damos um sentido devastador do nosso inteiro ser, só por causa da idade que avança ou de uma observaçao feita em um momento errado. Qdo temos uma imagem muito pobre do nosso inteiro ser, qualquer impacto externo faz sobressair a nossa fraqueza interior e ampliar as imperfeições, não só do físico, mas de nós mesmos. Qualquer elogio que nos façam, automaticamente interpretamos como excesso de gentileza ou como hipocrisia.

Uma cirurgia plástica, pra melhorar o aspecto, nem sempre resolverá o problema, se antes não for feita uma “plastica” no nosso modo de aceitação. Não é errado fazê-la mas, a verdade é que a plástica em si mesma, não alcançará a sua imagem interiorizada, aquela criada pela sua mente, indexada e distorcida por força de uma auto depreciação. Se é assim, poderá, talvez, ajudar a obter a aprovação dos outros mas raramente contribuirá pra nos fazer ser apreciada e aceita pelo que realmente somos. Se tivermos desenvolvido uma imagem negativa de nós mesmos, nenhuma plástica resolverá o problema.
Acho que não devemos ter medo de sermos julgadas pelo nosso aspecto exterior mas sim pelas nossas idéias e sentimentos, pelo grande valor interior que possuimos capaz de modificar vidas, capaz de revigorar forças, de levantar do pó um alguém moribundo, e qual beleza é capaz de fazer isso? São esses os verdadeiros valores do ser humano. A velhice chega pra todos, ninguém poderá escapar. E que chegue e encontre obras realizadas, e concretizações reais que não serão assim, se pararmos pra perder tempo precioso tentando regridir o curso normal da vida.

Nao devemos ser Prisioneiros das Convenções
Ninguém poderá parar o tempo, nem mesmo o bisturi. É ilusão passageira. É claro que, podendo melhorar o aspecto através de meios artificiais, é ótimo. Melhorar-se não é um ato censurável. O importante é não ser prisioneira das convenções impostas. O importante é se fazer uma introspecção e se perguntar qual o real motivo: por medo ou esperança? Por um desejo de auto afirmação ou pela necessidade de aprovação dos outros; pelo simples prazer de fazer ou por pressão externa?
Quem foi esse tipo que estabeleceu os pârametros que decidem o que é belo e o que não é, quais os ingredientes pra fazer de uma mulher (ou um homem) uma pessoa atraente? Não creio que seja somente um pedaço de pele flacida ou elástica, uma ruga a mais ou a menos que determina o padrão que nos faz fascinantes. Essa deriva em marcha ré, essa contínua tentativa de levar as pessoas aos padrões estéticos e aos lineamentos de um bebê... daqui a pouco vamos nos deparar com uma população de adultos engatinhando; o que não é exatamente o máximo. É uma questão de aceitação total do seu ser completo. Basta fazer um raciocinio lógico, aceitar cada fase de nossas vidas como ela se apresenta usufruindo dos resultados benefícos que cada uma nos trouxe.
Serà que nòs, mulheres modernas, conseguiremos essa façanha? Vamos tentar? Começo eu!!!!!!!!