Visualizzazione post con etichetta universos paralelos. Mostra tutti i post
Visualizzazione post con etichetta universos paralelos. Mostra tutti i post

venerdì 7 marzo 2025

A Vida Extraterrestre pode estar mais perto de nós do que imaginamos?

 


Por décadas, cientistas têm buscado sinais de vida alienígena em exoplanetas, luas geladas e até em Marte. Mas e se algumas pistas estivessem bem aqui, na Terra?

Nosso planeta abriga formas de vida tão extremas que parecem saídas de outro mundo. Um dos exemplos mais intrigantes é a bactéria GFAJ-1, descoberta no Lago Mono, na Califórnia e foi anunciada pela NASA em 2010 como uma possível forma de vida que desafiava o conhecimento científico. O que a tornava especial era a alegação de que ela poderia incorporar arsênio em seu DNA e sobreviver em um ambiente altamente tóxico para a maioria dos organismos terrestres. Isso levantou a hipótese de que formas de vida poderiam existir em condições extremas, diferentes das que conhecemos.

O Mistério do Lago Mono
O Lago Mono é um ambiente inóspito: altamente salino, alcalino e repleto de arsênio, um elemento tóxico para a maioria das formas de vida conhecidas. No entanto, em 2010, cientistas da NASA anunciaram a descoberta da GFAJ-1, uma bactéria que, supostamente, conseguia substituir o fósforo por arsênio em seu DNA, algo nunca visto antes na biologia terrestre.

Essa descoberta foi revolucionária, pois sugeria que a vida poderia existir sem os seis elementos considerados essenciais: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Em outras palavras, se a vida pode ser tão flexível aqui, por que não poderia existir em condições ainda mais extremas em outros planetas?

Mas Seria Ela Realmente "Alienígena"?
Com o passar dos anos, novas pesquisas indicaram que GFAJ-1 ainda dependia de fósforo, mas conseguia tolerar altos níveis de arsênio. Isso não invalidou sua importância: apenas reforçou a ideia de que os organismos extremófilos, que vivem em condições adversas, ampliam nossa compreensão sobre os limites da vida.

Além do Lago Mono, outros microrganismos já foram encontrados sobrevivendo em fontes termais ferventes, lagos ácidos e até no fundo do oceano, sem nenhuma luz solar. Esses ambientes extremos são semelhantes a locais como Marte, Europa (lua de Júpiter) e Encélado (lua de Saturno), onde a busca por vida está em andamento.

O Que Isso Significa Para a Astrobiologia?
A existência de seres vivos capazes de suportar condições tão severas nos leva a uma pergunta fascinante: será que a vida é mais comum no universo do que imaginamos? Se organismos terrestres podem prosperar em ambientes ricos em arsênio, temperaturas extremas ou completa escuridão, talvez mundos alienígenas não sejam tão inóspitos quanto pensávamos.

Vida em Marte

Em 1996, cientistas da NASA anunciaram a descoberta de possíveis evidências de vida antiga em Marte, baseadas na análise do meteorito ALH 84001, encontrado na Antártida em 1984. Este meteorito, originário de Marte, contém estruturas microscópicas que alguns pesquisadores interpretaram como possíveis fósseis de bactérias marcianas.

Recentemente, um estudo da Universidade de Lausanne analisou o meteorito NWA 7034, conhecido como "Black Beauty", e sugeriu que a água esteve presente em Marte apenas 100 milhões de anos após sua formação. Este achado é significativo para entender a habitabilidade e os processos superficiais dos planetas rochosos.

Essas descobertas reforçam a possibilidade de que formas de vida, talvez diferentes das que conhecemos, possam ter existido ou ainda existam em Marte, ampliando nossa compreensão sobre a diversidade e resiliência da vida no universo.

A Física e as formas de vida em Dimensões Paralelas

Essa é uma ideia fascinante que mistura ciência, filosofia e ficção científica. Em termos científicos, não há evidências concretas de que existam formas de vida em dimensões paralelas, mas algumas teorias da física sugerem que universos ou realidades além da nossa podem ser possíveis.

A teoria das cordas, por exemplo, propõe que o universo pode ter mais do que as três dimensões espaciais e uma temporal que percebemos. Algumas variações dessa teoria sugerem que existem múltiplos universos, cada um com suas próprias leis físicas. Se isso for verdade, então poderia haver formas de vida que existem em dimensões, bem perto de nós, mas que não conseguimos detectar com nossos sentidos ou instrumentos.

Outra possibilidade teórica vem da mecânica quântica e da interpretação dos muitos mundos. Essa ideia sugere que cada decisão ou evento cria uma nova ramificação do universo. Se esses mundos paralelos forem reais, quem sabe alguns possam conter formas de vida muito diferentes das que conhecemos?

Vida Invisível ao Nosso Olhar
Se uma forma de vida existisse em uma dimensão diferente da nossa, ela poderia estar ao nosso redor sem que a percebêssemos. Talvez ela interaja com o nosso mundo apenas em raros momentos, ou precise de condições específicas para ser detectada. Algumas pessoas especulam que fenômenos misteriosos, como energia escura ou matéria escura, poderiam estar relacionados a algo que não conseguimos ver diretamente.

Evidências?
Até o momento, tudo isso é especulação. Não temos provas de que seres vivos possam habitar outras dimensões ou universos paralelos. Mas a própria existência de extremófilos na Terra (organismos que vivem em ambientes antes considerados inabitáveis) nos ensina que a vida pode surgir de formas inesperadas. Se um dia conseguirmos acessar essas dimensões ocultas, quem sabe o que encontraremos?

A busca por vida extraterrestre continua, mas enquanto telescópios e sondas exploram o espaço, talvez as pistas mais importantes já estejam por aqui, desafiando nosso entendimento do que significa estar vivo.

O que você acha dessa possibilidade? Acredita que existe algo além da nossa percepção?

Frequências invisíveis que usamos cotidianamente, sem sequer saber como! - Cap.II

Nos sonhos, podemos migrar para uniiversos paralelos. Multidemensionalidade –Cap 19

venerdì 16 dicembre 2022

Sabia que cada escolha que fazemos, todas as outras possíveis se apresentam?

 


Imagine poder refazer todas as escolhas da sua vida. Morar em uma cidade diferente, escolher uma faculdade ou um emprego diferente, ou apenas de vestir uma roupa azul antes de sair. Imagine agora que cada uma dessas decisões criou uma bifurcação da realidade onde sua vida tomou um rumo diferente. Segundo essa teoria, são nossas ações que dão vida a universos alternativos e que em cada um deles vive uma versão diferente de nós: é a ideia do multiverso que, graças ao lançamento dos filmes da Marvel Studios Spider Man No Way Home e Doctor Strange, experimentou um enorme crescimento em popularidade, nos limites da compreensão humana.

Um novo estudo teórico realizado por pesquisadores da Griffith University em Brisbane, Austrália, publicado na prestigiosa revista Physical Review X, postula que todas as histórias e futuros alternativos possíveis são reais - na interpretação de muitos mundos da mecânica quântica - cada um deles representando um mundo real, embora paralelo. A realidade da física quântica (partículas subatômicas), segue uma lógica que não faz sentido no mundo das coisas grandes: tudo vive em vários lugares ao mesmo tempo.

Se você, por exemplo, fosse uma partícula subatômica, você poderia ter cópias-fantasma em Nova York, Paris e em Plutão, neste exato momento. Esses “vocês” estariam em lugares diferentes mais seriam a mesma pessoa, com a mesma consciência. Mas isso só não acontece porque as bizarrices do universo quântico não existem no mundo das coisas maiores – o dos átomos inteiros, moléculas, planetas… É como se a nuvem de cópias-fantasma das partículas fosse esmagada pelo “peso” das coisas grandes. Tudo o que os cientistas conseguem ver, quando tentam olhar para essa nuvem de cópias-fantasma, é uma única partícula solitária. Essa sobrevivente aparece em qualquer parte da nuvem, num lugar impossível de prever. E seus clones somem, como se tivessem sido só parte de um sonho.

Muitos físicos acham que o nosso mundo é tão onírico quanto o subatômico. Para eles, quando algum pesquisador tenta olhar as infinitas partículas-fantasma da nuvem quântica e só consegue ver uma, não é que as outras evaporaram; mas que o cientista se dividiu em cópias infinitas, espalhadas por universos paralelos! E é isso o que diz a teoria dos Mundos Múltiplos, moldada pelo físico norte-americano Hugh Everett em 1957. Ela diz que, se a partícula solitária que surgiu daquela nuvem de clones pode aparecer aqui, lá ou acolá, você também pode. Significa que uma versão de você em cada universo, vai encontrar a tal partícula em qualquer que seja o universo paralelo, sem limite nenhum.

De acordo com a teoria de Everett, “cada universo é dividido em uma série de novos universos, quando uma medição quântica é realizada. A partir de suas idéias, mostramos que é precisamente a partir da interação entre esses mundos, especialmente a repulsiva, o que gerariam os fenômenos quânticos. No multiverso - acrescenta David Deutsch, físico da Universidade de Oxford - cada vez que fazemos uma escolha, também se apresentam todas as outras possíveis escolhas, porque nossas duplas nos universos paralelos, executam todas elas."

Uma idéia esquiva, difícil de aceitar, mas, pensando bem, não inteiramente negativa. O fato de que, diante das escolhas mais difíceis de todos os dias, todas as alternativas possíveis tenham a oportunidade de se realizar, pode ser muito confortante.

Embora a ideia realmente soe como algo saído da mais barata ficção científica, há uma física bastante razoável por trás dela. Por trás desse mistério está a dualidade onda-partícula, em que as pequenas coisas, podem e devem ser vistas como: uma partícula – limitada no espaço – ou uma onda – espalhando-se no espaço.

Um computador quântico conseguiu ver 16 futuros diferentes

Em um estudo publicado em 9 de abril na revista Nature Communications, guiado por Mile Gu, professor assistente de física na Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, usando um novo simulador quântico conseguiu prever os resultados de 16 futuros diferentes.

Os autores criaram um dispositivo para reproduzir uma superposição quântica. Para fazer isso, eles desenvolveram um processador quântico específico, no qual os resultados possíveis (ou os futuros) de um processo decisional específico, são representados pela posição dos fótons, os quanta de luz.

Ao estudar essa superposição de estados físicos puramente teóricos, os autores, partindo de considerações matemáticas, desenvolveram o algoritmo capaz de examinar todos esses futuros.

Na realidade macroscópica, aquela que conhecemos e que é dominada pelas leis da física clássica, certamente não é possível gerar simultaneamente todos os futuros possíveis para observá-los e escolher o melhor. Mas os cientistas hoje tentaram fazê-lo no mundo invisível do infinitamente pequeno por meio do computador quântico. Um grupo coordenado pela Universidade de Griffith desenvolveu um protótipo de dispositivo quântico capaz de gerar simultaneamente todos os cenários futuros possíveis - nesse caso, não são situações reais, mas estados quânticos. Não se trata de prever o futuro, mas de produzir simultaneamente, através de um algoritmo quântico complexo, todos os resultados potenciais de uma operação específica, para poder escolher o melhor.

A cada momento, muitas possibilidades

Cada escolha que nos é apresentada pode levar a diferentes resultados: por exemplo, no filme Sliding doors vemos dois futuros muito diferentes fluindo. Multiplique isso pelo número de escolhas que se apresentam em cada momento e você terá uma ideia de quantos futuros possíveis existem a cada dia.

Quando pensamos no futuro” – sublinha Mile Gu, que desenvolveu o algoritmo quântico subjacente ao protótipo – “deparamo-nos com um vasto leque de possibilidades. Essas possibilidades crescem exponencialmente a cada instante, à medida que avançamos no futuro.

Mesmo que tivéssemos apenas dois caminhos diferentes para escolher a cada minuto, 14 milhões de futuros possíveis teriam sido criados em menos de meia hora." Em suma, seria um mar de futuros que desconhecemos.

Duas coisas podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo! - Capítulo XVIII

Nos sonhos, podemos migrar para universos paralelos – Cap. 19


giovedì 20 agosto 2020

No universo quântico existimos indefinidamente




Há momentos em que a memória e as emoções sobrevivem, e isso leva à hipótese de que a consciência não é um produto do cérebro, mas da Alma, e portanto imortal”.

Para a alma nunca há nascimento, nem morte. Ele existe e nunca deixa de existir ”. Bhagavad-gita

Uma teoria revolucionária defende que a alma humana é uma das estruturas fundamentais do Universo e que sua existência é demonstrável graças ao funcionamento das leis da física quântica.
Com a morte física, a informação quântica que forma a alma não é destruída, mas deixa o sistema nervoso para ser devolvida ao Universo.

Artigo publicado na Reccom Magazine, intitulado “Illusion of Death,” - A Ilusão da Morte - tem como subtítulo: “No universo quântico existimos indefinidamente ". Bem, isso é reconfortante e certamente tira grande parte do pavor que temos da morte.

Roger Penrose, um famoso físico e matemático de Oxford que, com os pesquisadores do igualmente famoso Max Planck Institute de Munique, percebeu que "o universo físico em que vivemos é apenas uma nossa percepção e uma vez que nossos corpos físicos morrem, há um infinito além dele». Portanto, sim, “o corpo morre, mas o campo quântico espiritual continua. Dessa forma, somos imortais ». Na verdade, "há um número infinito de universos e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo." afirma Penrose. Ou seja, se eu morrer em um universo, é possível que ainda não esteja morto em outro.

A interpretação dos Muitos Mundos sugere que a cada momento de escolha, um universo no qual tomamos uma decisão diferente se abre. Isso para TODAS as decisões e possibilidades, seja a faculdade que você escolheu ou o ônibus que você perdeu. Por isso, o nome “MUITOS MUNDOS” se refere, de fato, a MUITOS MUNDOS, uma quantidade infinita de versões suas vivendo uma vida que você não escolheu, ou oportunidades que perdeu — e das quais você nunca vai ter acesso. Que pena!

E tem mais: você nunca morre de verdade, nem mesmo em outros universos.
"Embora os corpos individuais estejam destinados à autodestruição, o sentimento de vida, o "quem sou eu?", é apenas uma fonte de energia de 20 watts operando no cérebro. Mas essa energia não vai embora com a morte ». Porque? "Um dos axiomas mais seguros da ciência é que a energia nunca morre; não pode nunca ser criada nem destruída. ”

De acordo com a física quântica da consciência, o mundo físico e mental estão vitalmente ligados. Os estudiosos Stuart Hameroff e o inglês Roger Penrose argumentaram que na realidade, as almas se encontram em locus específicos, chamados microtúbulos, que também estão contidos em nossas células cerebrais. Como o cérebro é uma espécie de computador biológico, ele é estruturado por uma rede de informação sináptica composta de bilhões de neurônios.

Mas o que é consciência então?
É o resultado da inter-relação entre a informação quântica e os microtúbulos, armazenada no nível subatômico. Quando ocorre a morte corporal, ou seja, do recipiente da alma, os microtúbulos não possuem mais o estado quântico, mas aquela informação perdida permanece viva e retorna à fonte, ou seja, ao cosmos.

Quando um paciente volta à vida após uma breve experiência de morte, a informação quântica volta a se ligar aos microtúbulos, fazendo a pessoa vivenciar os famosos casos de pré-morte ” Se, por acaso, “o paciente não for reanimado e morre, é possível que essa informação quântica exista fora do corpo, talvez indefinidamente. Dessa forma, a consciência humana, assim entendida, não se exaure na interação entre os neurônios de nosso cérebro, mas é uma informação quântica capaz de existir fora do corpo indefinidamente. É o que as religiões chamam de "alma" há séculos.

Alguns psicólogos e psiquiatras de renome relataram os resultados de extensas pesquisas baseadas na regressão a vidas passadas, obtidas com hipnose ou com técnicas de relaxamento guiadas, durante as quais os sujeitos envolvidos descrevem em detalhes experiências de vida realizadas até diferentes séculos ou milênios antes de seu nascimento.

O despertar da consciência Divina
Quando algo é inelutável, quando não há possibilidade de escolha mental naquele momento, somos solicitados apenas a sagrada aceitação do evento; aceitação que não é resignação triste, mas consciência de que tudo é perfeito ... que nenhuma folha se move se Deus não quiser, e que tudo o que acontece é para o nosso bem maior, que equivale ao bem comum maior, o bem do Todo.

O despertar da consciência Divina em nós, é a maior força, é o seguro contra o desânimo, contra a decepção e o desespero. Mas há momentos em que a necessidade instintiva de salvaguardar a vida física nos coloca em alerta, nos faz fugir do perigo, nos faz reagir. Nesses momentos a adrenalina vem em nosso socorro... e isso também é perfeito. Nossa alma sabe quando é hora de se defender, de escapar, de reagir, e quando tudo está feito e é hora de permanecer no mar tranquilo de aceitação, paz, amor e da plena confiança no Plano Divino.

Quando nos lembramos que a Vida, Deus, experimenta a Si mesmo em Suas formas infinitas, na miríade de apresentações teatrais, e que tudo isso é Seu jogo, que nada pode jamais arranhar Seu poder, Sua integridade, Sua grandeza; quando sabemos conscientemente, sentimos, na verdade, que somos aquela partícula de Deus que está jogando Seu Jogo Divino, Sua performance teatral, então nada pode ser tão terrível, insuperável, intratável e indizível, inenarrável

Tudo passa na tela do cinema; todo filme começa e termina, mas não afeta o branco imaculado da tela. Quanto mais o tempo passa mais somos capazes de experimentar, de valorizar a vida, de ter novas e mais importantes prioridades e que tudo o mais não é tão importante como acreditávamos no passado.

Não há nada maior e mais satisfatório do que redescobrir nossa Grandeza!



domenica 5 novembre 2017

Como seria sua vida se tivesse feito escolhas diferentes?




Poderia haver muitos universos diferentes que interagem uns com os outros?
Cientistas fornecem uma formulação matemática da possibilidade insondável da existência de outros mundos, ou seja, um universo inteiro dotado da complexidade estrutural que conhecemos hoje. Segundo os cientistas, esses mundos se influenciariam mutuamente e poderiam fornecer uma explicação científica estruturada da teoria quântica - a teoria física, nascida no século passado, capaz de descrever o mundo invisível dos átomos e tudo o que é ainda menor e mais imponderável.

Um novo estudo teórico sobre o assunto, publicado na prestigiosa revista Physical Review X, afirma que os mundos paralelos podem não ser um produto exclusivo da ficção científica, mas, idealmente, eles poderiam existir e interagir uns com os outros, incluindo o nosso mundo, a nível quântico, portanto, detectáveis.
O estudo foi realizado por pesquisadores da Griffith University em Brisbane, Austrália, juntamente com um pesquisador da Universidade da Califórnia em Davis, EUA.
A teoria é um spin-off (aquilo que derivou de algo já desenvolvido ou pesquisado anteriormente), da interpretação de muitos mundos na mecânica quântica – uma ideia que postula que todas as histórias e futuros alternativos possíveis são reais, cada um deles representando um mundo real, embora paralelo.                                                                                                                                          
As bizarrices do universo quântico
A realidade da física quântica (partículas subatômicas), segue uma lógica que não faz sentido no mundo das coisas grandes: tudo vive em vários lugares ao mesmo tempo.
Se você, por exemplo, fosse uma partícula subatômica, você poderia ter cópias-fantasma em Nova York, Paris e Plutão, neste exato momento. Esses “vocês” estariam em lugares diferentes mais seriam a mesma pessoa, com a mesma consciência. Mas isso só não acontece porque as bizarrices do universo quântico não existem no mundo das coisas maiores – o dos átomos inteiros, moléculas, planetas… É como se a nuvem de cópias-fantasma das partículas fosse esmagada pelo “peso” das coisas grandes.

Essa nuvem, na verdade, é o que há de mais delicado e indeterminado. Os próprios equipamentos usados para detectar partículas, acabam com ela. E tudo o que os cientistas conseguem ver quando tentam olhar para a nuvem de cópias-fantasma é uma partícula solitária. Essa sobrevivente aparece em qualquer parte da nuvem, num lugar impossível de prever. E seus clones somem, como se tivessem sido só parte de um sonho.
Muitos físicos acham que o nosso mundo é tão onírico quanto o subatômico. Para eles, quando algum pesquisador tenta olhar as infinitas partículas-fantasma da nuvem quântica e só consegue ver uma, não é que as outras evaporaram; mas que o cientista se dividiu em cópias infinitas, espalhadas por universos paralelos! E é isso o que diz a teoria dos Mundos Múltiplos, moldada pelo físico norte-americano Hugh Everett em 1957. Ela diz que, se a partícula solitária que surgiu daquela nuvem de clones pode aparecer aqui, lá ou acolá, você também pode. Significa que uma versão de você em cada universo, vai encontrar a tal partícula em qualquer que seja o universo paralelo, sem limite nenhum.
                                    
A verdade é que vivemos numa infinidade de universos, cada um com a sua realidade particular. E o conjunto desses cosmos pode ser chamado de “Multiverso”: um lugar onde tudo o que ha a possibilidade de acontecer, acontecerá, sem sombra de dúvidas. Absolutamente tudo. Se, por exemplo, você encontrou alguém atraente numa festa e não teve coragem de puxar conversa, pode ter certeza que, em algum universo paralelo, uma cópia sua se aproximou dela. E talvez levou um fora. Num terceiro, a cantada pode ter dado certo. Num quarto mundo paralelo, vocês se casaram. E por aí vai: com um sem-número de universos, as possibilidades da vida também seriam infinitas. Embora a ideia realmente soe como algo saído da mais barata ficção científica, há uma física bastante razoável por trás dela. Por trás desse mistério está a dualidade onda-partícula, em que as pequenas coisas, podem e devem ser vistas como: uma partícula – limitada no espaço – ou uma onda – espalhando-se no espaço.
É muito difícil ver que ainda estamos engatinhando, e não surpreende que os colegas relutem em admitir isso para si mesmos.” 
Einstein, em uma carta de 1950 ao físico Erwin Schrödinger, um dos arquitetos da mecânica quântica.
A Teoria da Relatividade não aceita isso pois o livre-arbítrio seria violado. “Nem a Relatividade nem qualquer outra teoria em que uma decisão leva a um só resultado são compatíveis com o livre-arbítrio. Já o Multiverso, com seus inúmeros mundos, não traz esse problema”, diz o físico inglês David Deutsch, da Universidade de Oxford.
Como a liberdade de escolha funcionaria nesse cenário, sem bater de frente com Einstein? 
Uma hipótese, levantada por Greene, é que nós “pularíamos” entre um e outro universo paralelo, cada vez que uma decisão fosse tomada, onde tal possibilidade de realização fosse já escrita. Como esses pulos transcendentais aconteceriam, não se sabe. “O certo é que os conceitos de identidade pessoal e de livre-arbítrio teriam de ser interpretados num contexto mais amplo, já que infinitas cópias de você e de mim estariam espalhadas por universos paralelos”, escreveu o físico.
Os paradoxos da física quântica
Até o momento, a função de onda foi considerada uma mera função matemática, capaz de nos dizer a probabilidade de encontrar um elétron em um ponto específico. Um escamoteamento estatístico e nada mais. Agora, uma pesquisa que está abalando o mundo da física mostrou que a função de onda é algo real e tangível: o elétron realmente existe em um número infinito de pontos ao longo de sua órbita, como tantas infinitas realidades diferentes que vêm reduzido a uma única realidade somente quando o observador faz o elétron entrar em colapso nesse ponto exato (science.fanpage).

Quando foi introduzido pela primeira vez, na década de 1950, pelo matemático americano Hugh Everett III, a teoria de muitos mundos foi ridicularizada. Everett lutou para publicá-la e, no final, abandonou, decepcionado, sua carreira acadêmica. Ao longo dos anos, no entanto, suas explicações sofisticadas de alguns fenômenos estranhos do mundo subatômico, como a capacidade das partículas de coexistirem em diferentes lugares, tornaram-se cada vez mais aceitas entre os físicos.
Apesar de suas muitas estranhezas, a física quântica é uma teoria aceita e comprovada por experimentos, tanto quanto a da relatividade e é aplicada diariamente em muitos campos científicos e tecnológicos, produzindo um grande número de achados importantes para a indústria.
No entanto, seus fundamentos filosóficos continuam a ser uma fonte de grande perplexidade. Mas os cientistas foram se acostumando com esses paradoxos e essas esquisitices, de tal modo, que levou o prêmio Nobel Richard Feynman a afirmar: "quem acredita de ter compreendido a mecânica quântica, não a entendeu suficientemente"; e o físico-matemático e prêmio Nobel Niels Bohr a dizer: quem não se chocou com a mecânica quântica, significa que não a compreendeu.”

"De acordo com a teoria de Everett, cada universo é dividido em uma série de novos
universos, quando uma medição quântica é realizada. A partir de suas idéias, mostramos que é precisamente a partir da interação entre esses mundos, especialmente a repulsiva, o que gerariam os fenômenos quânticos. No multiverso - acrescenta David Deutsch, físico da Universidade de Oxford - cada vez que fazemos uma escolha, também se apresentam todas as outras possíveis escolhas, porque nossas duplas nos universos paralelos, executam todas elas."
Uma idéia esquiva, difícil de aceitar, mas, pensando bem, não inteiramente negativa. O fato de que, diante das escolhas mais difíceis de todos os dias, todas as alternativas possíveis tenham a oportunidade de se realizar, pode ser muito confortante.

Mas como testar essas teorias e associá-las a fenômenos físicos observáveis?
De acordo com Lisa Randall, a primeira mulher a obter a cátedra de física teórica na Universidade de Harvard, um caminho possível é a ligação com as investigações sobre a natureza da força de gravidade. De acordo com seus estudos, entre os mais citados nos últimos anos, os outros universos, muito próximos ao nosso, embora invisíveis, estariam imersos em um espaço multi-dimensional, como um arquipélago de ilhas espalhadas no oceano. Em uma dessas ilhotas estariam concentradas as partículas que carregam a força da gravidade, como os fótons fazem com a luz.
São chamadas de gravitões e seriam os únicos capazes de saltar de um universo para outro. Mas apenas alguns conseguiriam "visitar" o nosso universo. É por isso que a força da gravidade parece tão fraca, pois é diluída em vários universos que a absorvem como uma esponja.
"Um dos propósitos dos meus estudos é explicar por que a gravidade é tão fraca em comparação com outras forças fundamentais da natureza", explica a estudiosa em seu livro “Passagens Curvas”. Um pequeno íman, na verdade, pode atrair um grampo, apesar do fato de que a Terra, na sua totalidade, exerça sobre ele sua atração gravitacional ".

Existem muitas regiões inexploradas no universo
O batismo experimental nessas pesquisas teóricas poderia chegar no próximo ano, no Cern de Genebra, com o reancendimento à sua máxima energia da Lhc, o acelerador de
partículas mais poderoso do mundo. Essa máquina, uma pista magnética de 27 km capaz de sondar a estrutura mais íntima da matéria, poderia ser capaz de ver os gravitões, até então nunca observados diretamente. "Com a Lhc, podemos encontrar partículas que já não existem desde o Big Bang, cerca de 14 bilhões de anos atrás - enfatiza Randall. Pode haver alguns deles vivendo apenas em outras dimensões, ou mesmo em outros universos. A observação deles, portanto, seria uma prova importante da existência de outros mundos ". Essas partículas, na verdade, deixariam uma espécie de impressão gravitacional em nosso universo. Como uma sombra que se estende na parede em um dia ensolarado.

"Nós não sabemos como esses estudos mudarão nossa percepção do mundo", diz Randall. “O próprio Einstein não poderia prever que sua teoria da Relatividade, um dia encontraria aplicações no Gps. Existem muitas regiões ainda inexploradas no universo” - acrescenta a estudiosa. “Saber o que procurar é muitas vezes difícil, mas isso não deve nos desencorajar. O que ainda não se conhece, deve servir como estímulo para fazermos novas perguntas. É isso que torna a ciência atrativa " - conclui a cientista de Harvard.


Fonte:
https://super.abril.com.br/comportamento/o-futuro-ja-aconteceu/
Lo studio su Physical Review X
http://www.ilfattoquotidiano.it

http://www.repubblica.it/scienze