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venerdì 13 aprile 2018

Mente e cérebro são a nova fronteira da ciência.




Pouco mais de quinze anos atrás, se concluia, com sucesso, o Projeto Genoma Humano, o empreendimento ambicioso exercido por milhares de cientistas em todo o mundo, para mapear o nosso genoma, o DNA e, assim, procurar lançar luz sobre o chamado "código fonte" dos seres humanos. Um feito incrível que poderá no futuro ser superado por projetos internacionais ainda mais ambiciosos: o Human Brain Project (HBP), e o projeto BRAIN (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies), cujo objetivo é ser capaz de simular o cérebro humano para desvendar os segredos da coisa mais complexa que conhecemos no universo: a nossa mente.

A iniciativa começou em 2013 pelo governo Obama, graças ao eugenista John Holdren, diretor do White House Office of Science and Technology Policy.
Os projetos BRIAN e HBP pretendem compreender toda a dinâmica do funcionamento do cérebro através de várias técnicas, incluindo o uso de experimentação animal em primatas. A opinião pública é favorável, com esperança de tratamentos futuros para transtornos mentais, como a esquizofrenia, depressão, doença de Alzheimer, tetraplegia, Parkinson e outros.

O projeto BRAIN
O projeto BRIAN poderá produzir um grande salto adiante, na compreensão do funcionamento do cérebro humano, permitindo ver de perto, a partir do interior, como o indivíduo percebe o mundo exterior e aquele outro mundo, o lugar onde se dá a confluência dos bilhões e bilhões de informações que vêm dos bilhões e bilhões de células do corpo humano. Essa última parte é cerca de 98% de toda a atividade cerebral. O BRAIN tem como objetivo saber de onde e como nascem os pensamentos, sensações, sentimentos e memórias. Até onde se espande a consciência, onde faz fronteira com o inconsciente. Em suma, o que é a consciência e onde se encontra.

Já existem dezenas de laboratórios, nos Estados Unidos e em outros lugares, que estão se empenhando para estudar a conexão entre inteligência humana e inteligência artificial. Ou seja, a transferência de capacidades humanas - tais como a visão, a compreensão de linguagens, as mesmas tomadas de decisões que caracterizam o cérebro humano - em "máquinas de computação" e vice-versa, o que significa, literalmente, transferir no cérebro humano algumas capacidades não-humanas para processamento de quantidades infinitas de dados e, também, transferir pelo menos em parte, velocidades sobre-humanas de realização de tais elaborações. E a idéia de estabelecer uma conexão entre duas inteliências que são qualitativamente diferentes, incomparáveis, mas que têm elementos básicos comuns de funcionamento.

John Holdren é também um dos co-autores do texto Ecoscience: Population, Resources, Environment, onde é discutido o possível papel de uma ampla gama de meios para lidar com a superpopulação. Entre estes, se incluem a esterilização forçada, aborto obrigatório, a contracepção no fornecimento de alimentos e água, licenças reprodutivas... Holdren prevê uma sociedade onde todas as meninas, assim que alcançam a puberdade, o governo deve implantar uma cápsula para a esterilização de longo prazo. Esta cápsula poderia ser temporariamente removida após obter permissão oficial para engravidar. Alternativamente, Holdren pretende uma sociedade que esterilize todas as mulheres que já tiveram dois filhos. Essa abordagem não é diferente da que está sendo discutida pela comunidade científica e nos círculos governamentais no Reino Unido.

Human Brain Project - Projeto Cérebro Humano (HBP)
A União Europeia também tem seu próprio projeto chamado NERRI. Mas, além de projeto NERRI, em 2013 se iniciou o projeto HBP (Human Brain Project), através da Comissão Europeia com investimento de mil milhões de euros em dez anos, para esse único projeto faraônico, com os mesmos objetivos do projeto BRAIN - governo da mente - envolvendo 113 parceiros entre universidades e empresas.
O site oficial, no entanto, adverte textualmente contra o uso dos resultados desses estudos, predispostos para "implementar novos sistemas de vigilância em massa e novos armamentos".

Em Berkeley, Jack Galland já conseguiu conectar computadores e cérebros para reconstruir um vídeo de baixa resolução sobre o que a "mente" está observando.
E como o córtex visual é ativado mesmo quando simplesmente imaginamos algo, no futuro próximo pode ser possível ver o que alguém está pensando.

Com a EEG, eletroencefalografia, a telepatia já está na agenda. No livro "O Futuro da Mente", o físico teórico Micho Kaku afirma que os cientistas já desenvolveram um verdadeiro dicionário dos pensamentos mentais. A IBM, no relatório Next 5 in 5 forecast, promete que em breve poderemos nos comunicar com nossos computadores, exclusivamente através do pensamento: chega de usar mouses, teclados ou comandos de voz.
Escrever com o pensamento já é possível: existem exemplos de tetraplégicos que navegam na web. E essas novas possibilidades poderiam, talvez em breve, dar lugar a novas técnicas de interrogatório, tanto para policiais como para magistrados.

La NeuroSky, localizada na Silicon Valley, já é líder na elaboração de ondas cerebrais e sua software house já conta com mais de dois mil programadores. Em parceria com a ARM, líder em semicondutores, criou uma solução de monitoramento cardiovascular e neurológico para pacientes com problemas crônicos, que permite aos médicos o acesso à informações vitais, através de smartphones.

O Brainet
Miguel Nicolesis, protagonista na arena internacional do campo dos estudos neurológicos, está convencido do fato de que em breve usaremos réplicas controladas pela mente, verdadeiros avatares como no filme homônimo, para enfrentar desafios como a colonização do espaço. É seu um estudo recente em que três macacos, ligados "mentalmente", teriam que comandar um cursor, movendo-o com o pensamento em direção a um objetivo. A cada primata foi atribuído um eixo específico nas três dimensões.

Esse tipo de conexão múltipla, entre vários "dispositivos cerebrais", de acordo Nicolesis, representa o primeiro passo para BraiNet, um sistema pelo qual as pessoas viajarão na internet com a mente e irão compartilhar seus pensamentos.

Na Copa de 2014 no Brasil, Nicolesis fez um garoto paraplégico dar o chute inícial. O menino obteve de seu exoesqueleto uma "sensação real" de contato com o solo. Em um outro experimento, um macaco conseguiu mover um braço robótico a quilômetros de distância. Seus primatas também conseguiram distinguir superfícies lisas de superfícies ásperas - através do que é chamado de interface háptica.

Enquanto isso, Easton LaChappelle que há 20 anos de idade, já revoluciona a robótica, com a invenção das primeiras próteses neurobionicas, com licença Creative Commons, por US $ 500. Inspirando-se à pesquisa e resultados deste tipo, os irmãos Wachowski, criadores de Matrix, em sua nova série de TV Sense8, descreveram um mundo onde os protagonistas colaboram através de uma espécie de destino que os une em seus pensamentos, mas também através de todos os tipos de sensações, desde o visual ao tátil e, naturalmente, o emotivo.

Il potenziamente neurocognitivo
Os savant são pessoas que nascem com habilidades mentais especiais, intensificadas em detrimento de outras. O exemplo mais famoso do mundo é, sem dúvida, Kim Peek, que Dustin Hoffman levou para as telas, no filme Rain Man. Peek tinha a capacidade de ler duas páginas dos livros simultaneamente, usando um olho para a página esquerda e o outro olho para a direita e, em seguida, recitar todo o texto, de memória. Dizem que timha mais de 10 mil livros em sua biblioteca mental. Por outro lado, ele não sabia amarrar seus sapatos.

Graças à TMS, a estimulação magnética transcraniana, os cientistas são capazes de reproduzir parte desse processo único, inibindo áreas selecionadas do cérebro. Se hipotiza que no futuro, torna-se-á possível ter memórias fotográficas ou habilidades matemáticas surpreendentes, em harmonia com o desenvolvimento de novas ciências, como a genética e a bioinformática. Além disso, também para o aprimoramento neurocognitivo. Quem viver, verá!




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