giovedì 2 ottobre 2008

Na Russia, o assédio moral no trabalho è quase obrigatório.


Leggi in italiano: Molestia sul lavoro, in Russia é di obbligo

Na Russia, um juiz absolveu um manager que tentou assédio moral no trabalho, sustentando a tese de que “seduzir” no ambiente de trabalho é útil para “garantir a sobrevivência da raça humana: se não existissem esses “avances sexuais” não existiriam crianças”.
Só podia ser na Russia, o país de Vladimir Putin que, diante da acusação ao presidente israeliano Moshe Katzav por ter violentado dez mulheres do seu staff, responde, sem perceber que tinha um microfone ligado em uma das salas do Kremlim, durante um encontro com o premier israeliano Ehud Olmert: “Aquele, sim, que é um verdadeiro homem! Violentar dez mulheres... Na Russia todos lhe invejam!”
Em um paìs onde as estatísticas comprovam que 100% das funcionarias são assediadas no trabalho, 7% violentada, è natural que 80% das mulheres estejam resignadas, aceitando a idéia de que sem levantar a saia para o chefe, não tem carreira certa. Somente 2 mulheres, nos últimos 15 anos, conseguiram ganhar uma causa por assedio moral no trabalho.
Uma funcionaria de 22 anos, em São Pietroburgo, apresentou causa contra o seu chefe, acusando-o de ter a fechado fora do seu escritorio porque se negava de haver relações sexuais com ele, ficou estupefata com a decisão do juiz: “Não conseguia acreditar no que ouvia” – afirmou a moça – "Fiquei de boca aberta em notar que o juiz procurava passar por “uma coisa útil”, aquilo que pra uma mulher é humilhante e difícil de aceitar. Quando no início, meu chefe exigiu que as funcionárias exprimissem com os olhos o desejo de ser jogada sobre a escrivania, ao menor aceno dele, pensei que não passasse de uma metáfora”- concluiu a moça.
"Se não existissem esses assédios sexuais, não existiriam tão pouco crianças” – citava o juiz, aludindo, ao problema da queda da natalidade, que se continuar nesse ritmo, na metade do próximo século, a população russa se reduzirà de 30%. Por esse fato, jà foi declarado o dia da geração, ou seja, todo mundo à casa para fazer sexo, pra levantar a taxa de natalidade! É mole!
É... vida difícil mesmo para as pobres mulheres trabalhadoras!

Se por um lado os chefes do sexo masculino querem fazer o Casanova com elas, haver um chefe do mesmo sexo pode se revelar um verdadeiro pesadelo. Às vezes, os anos de frustrações que algumas mulheres tiveram que passar, antes de assumir um cargo de chefia, pode ter gerado verdadeiras “viperas” , mais venenosas que os chefões do sexo oposto. Se você ainda tiver a má sorte de ter uma chefe que não se acha bonita e não é bem resolvida, aí é que a coisa pega. Passada a fase do ciúme, inveja e rivalidade, o veneno vai-se inserindo no campo minado do dificil equilibrio entre a funcionária e sua “boss” e vai-se detonando uma bomba atrás da outra. Talvez por terem entrado mais tarde no mercado de trabalho, por serem mais perversas no julgamento de seus pares, chefes mulheres têm uma competitividade predatória. Quem não tem todos os parafusos no lugar e bem apertados, pode parar no divã de um analista.
A confirmação chega de um recente estudo canadese: “o sexo do chefe influencia a nossa vida, não só no trabalho". Segundo uma pesquisa da Universidade de Toronto, publicada no Journal of Health and Social Behavior, o sexo das pessoas que gerenciam o trabalho repercute na saúde física e mental dos empregados. No âmbito da pesquisa, foram examinados, em cada empregado, o stress psicológico, os sintomas físicos, o tipo de ocupação e a geral condição no trabalho, como o nível de satisfação por trás da escrivania, como se relaciona com a autoridade, as pressões recebidas e a qualidade das realizações interpessoais. Os trabalhadores foram, depois, divididos em grupos gerenciados por dois supervisores do sexo oposto e um outro variante, podendo ser do mesmo sexo ou não . A descoberta foi, talvez, muito indigesta pra muitas mulheres: as trabalhadoras sentem desconforto com um chefe do mesmo sexo, não somente no ambiente de trabalho porque a longo prazo, poderà pagar as consequências também no plano da saúde psicofísica. Se, ao contrário, a dar-lhes ordem é um homem, ou um casal de manager, as coisas fluem com muito mais serenidade.

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